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Por Natalia Machado

As famosas fake News ou Notícias Falsas são publicadas e disseminadas a todo momento como se fossem informações verdadeiras. Esse tipo de conteúdo é feito com o intuito de prejudicar uma pessoa ou grupo, em sua grande maioria figuras públicas, ou validar um ponto de vista. Atualmente, a principal forma de disseminação de fake news é por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens como o WhatsApp, que em tempos de eleição pode se tornar um grande problema para os candidatos e eleitores que se perdem em meio a grande quantidade de notícias falsas compartilhadas todos os dias.


Apesar do termo Fake News ser recente, elas já ocorrem há muitos anos, porém, com o surgimento da internet, conseguem se espalhar cada dia com mais velocidade e em maior escala. A justificativa do professor José Eduardo de Santana Macêdo, doutor em Direito Político e Econômico e mestre em Direito Constitucional, é de que a sociedade moderna aproveita do acesso ilimitado à informação, um direito que era inexistente no passado, mas não consegue lidar com esse privilégio.


“No que antes se dependia do jornal impresso ou de informações divulgadas pelas ondas do rádio e da televisão, esses meios praticamente sucumbiram como fonte de notícias e estão se reinventado para não se tornarem obsoletos”, ressalta Eduardo Macêdo.

As notícias falsas alcançam e ganham credibilidade de muitos por geralmente apelarem para um lado emocional, se espalhando e tornando-se virais rapidamente. O principal alvo dos criadores de notícias falsas costuma ser o meio político, principalmente em épocas próximas a eleições, com o objetivo de depreciar a pessoa do noticiado e com isso tentar mudar seu conceito positivo.

Dessa forma, o impacto das fake news no âmbito político é muito perigoso. Especialistas alertam que a polarização política preparou o terreno para sites com forte viés ideológico que inundaram as redes sociais, isso faz com que eleições possam ser decididas pela desinformação, atrapalhando de forma direta a democracia do país. Um dos motivos que impulsiona isso é o imediatismo da sociedade atual, que possui a necessidade de passar informações para frente rapidamente sem que exista um questionamento sobre a origem da informação.


A publicação desses conteúdos, por si só, não é caracterizada como crime no Brasil, embora existam alguns projetos tramitando no Congresso Nacional para este fim. A legislação brasileira não possui uma tipificação ou lei que envolva a divulgação de notícias falsas, entretanto quem dissemina esse material pode ser punido, pois no ordenamento jurídico brasileiro existem artigos de lei que preveem crimes que podem se encaixar no comportamento daqueles que divulgam notícias falsas, inserindo-se no Código Penal como injúria, difamação ou calúnia.


Nos dias atuais, além de textos e imagens, vídeos também podem ser manipulados para disseminar de forma mais eficiente as fake news fazendo com que elas se pareçam mais reais e aumentando a dificuldade de distinguir se aquele conteúdo é verdadeiro. A população precisa se preocupar e perceber o quão importante é não compartilhar informações falsas principalmente em seus perfis na internet e aplicativos de mensagens que atingem muitas pessoas de forma rápida. Conferir a procedência da informação, pesquisar se o mesmo conteúdo pode ser encontrado em outros canais, desconfiar de notícias bombásticas e posicionamentos muito radicais, são medidas de extrema importância para o combate às fake news e à desinformação.

Referências:

http://jlpolitica.com.br/reportagem-especial/fake-news-viraram-estrategia-politicahttps://jus.com.br/artigos/82580/fake-news-e-crime-no-brasilhttps://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/o-que-sao-fake-news.htmhttps://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/09/politica/1518209427_170599.html